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04/05/2016

Segurança Pública, Justiça Criminal e Direitos Humanos

No dia 4 de maio, das 9h às 11h45, os pesquisadores do Núcleo de Estudos da Violência da USP Frederico Castelo Branco, Thiago Oliveira eAndré Zanetic participarão da mesa “Segurança Pública, Justiça Criminal e Direitos Humanos” no VI Seminário Discente da Pós Graduação em Ciência Política
2 a 6 de maio, FFLCH-USP, Av. Professor Luciano Gualberto 315, salas 8, 14 e 24.

Acesse as publicações dos pesquisadores apresentadas neste evento:

Percepções policiais sobre aspectos organizacionais, relacionais e autoridade

Frederico Castelo Branco

Resumo
A literatura mais específica sobre a legitimidade da polícia se desenvolveu observando principalmente a visão das pessoas sobre as agencias policiais. Mais recentemente, principalmente a partir do trabalho de Bottoms e Tankebe (2012), tem se pensado a legitimidade como um processo dialógico sendo, portanto, fundamental entender como os próprios policiais entendem o exercício de suas atividades, organização policial, as relações com os pares e superiores, expectativas, visão sobre os cidadãos, concepções sobre suas ações e própria autoridade, entre outros aspectos. Com base em nove entrevistas semi-estruturadas com policiais (5 militares e 4 civis) que atuam na grande São Paulo, o objetivo do presente texto é explorar como temas principalmente organizacionais e a respeito da atividade policial aparecem nas falas e discursos. A partir das falas foi importante destacar a importância de se aprofundar na visão que os próprios policiais têm da relação com os superiores, acerca da estrutura organizacional, das razões e justificativas para a imagem da polícia compartilhada pelo público, assim como sobre a suas próprias autoridades.


Thiago Rodrigues Oliveira

Resumo
Quais são os fatores determinantes da aplicação da medida socioeducativa de internação? Uma tradição de pesquisas em Sociologia e em Criminologia tem testado as hipoteses de que justicas criminais funcionam a partir do ideal classico (pune-se o crime) ou positivo (pune-se o criminoso). Mas essa literatura não apresentou um consenso. Uma possvel solução para estudar os processos de julgamento e a integração entre metodos quantitativos e qualitativos. A presente pesquisa propôs um desenho misto explicativo afim de investigar os determinantes da internação em SP: teve incio com uma analise multivariada, em que foram propostos modelos logsticos para explicar a internação; e foi a campo, com observações diretas de oitivas informais e audiências no Forum Bras. Se a etapa quantitativa sustentou a hipotese de que se interna adolescentes a partir de sua infração, mas sem excluir as caractersticas dos jovens, as observações explicaram: as oitivas e audiências acontecem com a situação ja tendo sido denida e a decisãoo tomada a partir da infração; quando a denição da situação e rompida, entretanto, uma nova decisão e tomada, agora levando em consideração fatores sociais.